Fortaleza depende apenas de si para se manter na elite nacional. São nove pontos necessários para afastar qualquer risco de rebaixamento e oito jogos para o encerramento da Série A. O ambiente é favorável, no entanto, o empate amargo frente ao Atlético/MG precisa surtir como aprendizado para que seja possível galgar maiores objetivos.
Não apenas porque a equipe atuou por 50 minutos com um atleta a mais na Arena Castelão e com uma vitória parcial na conta diante de um adversário direto. O fator determinante está diluído em ser envolvido por um Galo tão fraco tecnicamente.
Tem sido assim quando se enfrenta quem entende o sistema 4-2-4. Na falta de um Camisa 10 ou de um meio-campo mais povoado, o Leão sucumbe ao aperto na saída de bola e aos rebotes ofensivos na entrada da área. O cenário é de bombardeio quando a marcação por setor não encaixa.
Vale ressaltar que o DNA ofensivo é galgado, desde o Campeonato Cearense, cresceu na Copa do Nordeste e teve o choque de realidade lá na estreia do Brasileirão: 4 a 0 para o Palmeiras. O time é organizado, tem transições rápidas, pontas que cortam para o meio e se alternam entre as laterais, além de uma armação qualificada desde o goleiro.
Os atributos validam um trabalho de quase dois anos, 102 partidas, e um conceito imposto ao grupo de jogadores, sujeitos até a interpretação de que "só sabem atuar nesse padrão tático". As queixas são diminutas, os acertos incontestáveis, mas a ponderação necessita de exposição.
Hoje, o Tricolor não tem plano B. Se o esquema é anulado são a raça de Wellington Paulista, um pênalti convertido e a bola parada que tentam reverter o placar. O plantel tem disposição, entrega e comprometimento. Aspectos que, muitas vezes, escondem uma atuação negativa.
É fato que com exceção do Flamengo, líder do Brasileirão e finalista da Libertadores, ninguém exige um jogo perfeito para pontuar em campo. Todavia, a manutenção de algo que pode não funcionar em determinado momento substitui a validação pela teimosia.
O Fortaleza não conseguiu jogar contra o Vasco, em São Januário. Diante do Cruzeiro, foi encurralado no Mineirão e trouxe o empate na força da superação. Momentos chaves frente a rivais diretos na parte de baixo e que, sofrendo em campo, mudar nem sequer foi opção à beira do gramado.
O goleiro Felipe Alves não teve um dia inspirado no duelo com o Atlético/MG. Acertou seis dos 19 lançamentos que tentou, esbanjou apenas 69% de passes curtos precisos e foi marcado do início ao fim da partida. Seguiu o planejamento à risca, apesar da extrema dificuldade, e falhou justamente no aperto proporcionado pela insistência leonina e a inteligência atleticana.
Os treinos são diminutos nesse período de competição, o inverso da pressão, que tende a crescer restando dois meses para o encerramento da temporada. A lição então é também surpreender. O campeão da Série B faz uma campanha valente, com resultados expressivos no retorno à elite após 12 anos. Os 36 pontos na 12ª posição têm sido conquistados jogo após jogo.
Cobrar ousadia de quem já entra em campo com quatro atacantes é duro, de assimilação complexa. A inspiração é interna para vislumbrar opções com mais afinco. Restam três vitórias para fugir do Z-4.
DN
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