O
número de ataques a instituições financeiras - bancos ou empresas de valores -
no Ceará apresenta uma redução de 75%, em um intervalo de 4 anos. A Secretaria
da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) registrou 52 ocorrências, nos dez
primeiros meses de 2015, e apenas 13 crimes, em igual período de 2019.
A
diminuição das ocorrências começou em 2017. Na comparação dos dez primeiros
meses de 2018 com igual período de 2019, foi registrado o maior decréscimo em
um intervalo de um ano, 59,4%, ao passar de 32 crimes para 13.
O
secretário da Segurança, André Costa, destaca a importância do Sistema Policial
Indicativo de Abordagem (Spia) - ferramenta que monitora veículos através de
câmeras espalhadas pelo Estado e consegue ler as placas veiculares - para a
redução do índice nos últimos anos.
"O
combate a roubos contra bancos está muito ligado à política que a gente adotou
desde 2017 de combate à mobilidade do crime. Sempre, nessas ocorrências de
roubo a banco, são utilizados veículos para chegada e fuga. Hoje, a gente
consegue exercer um forte controle sobre veículos utilizados por criminosos e
isso tem facilitado bastante", afirma.
André
Costa acrescenta, como outro fator, a troca de informações entre as polícias
dos estados do Nordeste, o que foi impulsionado com o Centro Integrado de
Inteligência de Segurança Pública do Nordeste, sediado em Fortaleza.
No
planejamento ostensivo, a SSPDS reuniu o Comando Tático Rural (Cotar) e o
Batalhão de Divisas em uma Companhia do Batalhão de Polícia de Choque
(BPChoque), com foco em combater justamente esses crimes. "A gente tem um
compartilhamento de informações com as instituições financeiras e, com base nos
dados, a gente consegue aperfeiçoar o posicionamento das equipes da Polícia
Militar no Estado. O criminoso quer fazer a ação, mas se ele começa a ver a
presença da Polícia, em especial uma Polícia especializada, acaba frustrando
algumas ações", explica o secretário.
A queda das ocorrências é benéfica para a população e para os funcionários das instituições financeiras, principalmente no Interior do Estado, onde há menos opções para os moradores, segundo o presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará, Carlos Eduardo Bezerra. "A redução dos ataques a bancos representa um ganho da proposta de segurança, dá melhor condição para o trabalhador atender a população, com rapidez, segurança, privacidade, e que isso venha a possibilitar o crescimento econômico e a dignidade da nossa população", analisa.
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