A liberação de licenças automáticas de importação não só de armas e munições, mas também de quaisquer produtos controlados pelo Exército, pegou o setor de defesa de surpresa, gerando críticas à iniciativa do governo Jair Bolsonaro (PSL).
Em nota, o Sindicato Nacional das Indústrias de Materiais de Defesa afirma que “recebeu com surpresa a edição e a publicação do decreto, uma vez que não foi consultado sobre o tema”.
“Se uma polícia quiser importar carros blindados, por exemplo, poderá comprar o produto lá fora diretamente. Como fica a questão da equalização tributária e o controle de qualidade do que é importado?”, afirma o presidente da Abimde (Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança), Roberto Gallo.Ele irá consultar o Ministério da Defesa para esclarecer pontos do decreto. A entidade, assim como o sindicato da indústria, solicitou aos seus 220 associados um levantamento do impacto da abertura do mercado.
Com o decreto, a licença passa a ser automática. Para complicar a vida das fabricantes, a medida vem no momento em que o maior comprador, o governo federal, anunciou a retenção de 44% das verbas para investimento e custeio da Defesa neste ano.
A grita do setor soa a anticapitalismo, mas é assim em todo o mundo na área de defesa. Os maiores produtores mundiais de armas, os EUA, só compram produtos locais ou de estrangeiros associados a americanos. Na Rússia, toda exportação é gerenciada por uma estatal. Franceses são protecionistas notórios.
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