O governador Camilo Santana reafirmou a posição firme do Estado contra motins e enviou à Assembleia Legislativa uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Estado proibindo policiais militares e bombeiros de se envolverem em atos de rebelião como o que vem sendo praticado no Ceará. A articulação política entrou em campo e fez uma convocação para que os deputados estaduais votem a emenda em ritmo de urgência, ainda neste final de semana.
“Enviei hoje para a Assembleia Legislativa mensagem com Proposta de Emenda Constitucional proibindo anistia para militares que se envolvam em movimentos ilegítimos de paralisação ou motim. Não pode haver tolerância para esse tipo de atitude, que provoca sérios danos e coloca em risco a vida da população”, disse o governador em suas redes sociais.
Aliado do Governo, o presidente da Assembleia, José Sarto (PDT), oficializou a convocação e realização das sessões extraordinárias. O fato sinaliza a disposição do Governo de isolar os amotinados e esvaziar o movimento, que, contraditoriamente, ganhou força logo após o acordo fechado entre o Governo e as próprias lideranças dos PMs, que foram atropeladas.
Focus apurou que o Governo depositou nesta sexta-feira os 17 dias de salário dos PMs e bombeiros que compõem a lista de mais de 300 investigados por atos considerados criminosos. Os dias são relativos ao tempo trabalhado no mês de fevereiro. O motim começou no dia 18.
Segundo fontes ouvidas pela reportagem, não há reabertura de negociações salariais ou acerca de anistia por parte do Governo. Para a cúpula do Palácio da Abolição, o acordo já foi firmado com o devido envio do projeto para análise da Assembleia. “Qualquer modificação nos itens do acordo tem que ser apresentada na Assembleia. Se vai ser aprovada ou não, depende da correlação de forças na Casa”, disse a fonte.
FOCUS
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