A mais de uma semana, o antigo aterro sanitário de Lavras da Mangabeira, arde em chamas. Os focos de incêndio que têm surgido no agora, lixão de Lavras, produzem fumaça tóxica e colocam em risco a saúde da população lavrense, bem como dos trabalhadores (catadores) do local.
Uma das causas do fogo pode ser a grande concentração de gás liberada pela decomposição do lixo despejadas no local diariamente. O biólogo Lívio Carneiro adverte que queimar o lixo de propósito para reduzir o volume também é errado, alias, é crime ambiental.
“O destino correto não é queimar, mas é enterrar, tratar, separar o lixo que pode se aproveitado. Na queimada, esse gás metano que está sendo liberado poderia ser usado muito bem para a produção de mais energia elétrica”, orienta Lívio.
As primeiras vítimas dessa fumaça tóxica são os catadores de lixo, que andam e manuseiam os resíduos sem usar máscara ou qualquer equipamento de segurança. Além de inalar a fumaça, eles convivem com materiais que não foram devidamente descartados e com o chorume - líquido originado da decomposição do lixo.
O lixão está a cinco quilômetros da cidade e o vento tem levado a fumaça tóxica as casas nas proximidades.
“A gente está praticamente se humilhando para o nosso poder público correr atrás e resolver isso aqui, porque eu sei que tem solução. Eu sei que tem solução”, enfatiza moradores próximos. “É só querer, mas parece que aqui, em vez de tapar o sol com a peneira, estão é tapando o sol com a fumaça”, critica o morador.
A fumaça foi avistada também na sede do município. O local, apesar de pertencer a municipalidade lavrense, não conta com nenhum administrador, ou seja, está "abandonado".
Até o final da edição desta matéria, a prefeitura municipal local, não se manifestou em relação ao assunto.
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