Não é incomum ouvirmos expressões como "tinha que acontecer" quando se está diante de um evento trágico, ou no mínimo, indesejado. Doença, acidente ou morte são acontecimentos que geralmente nos levam a perguntar: "por que tinha que ser assim?".
Em caso de morte, há sempre quem diga "cada um tem sua hora". Frente a um assalto ou acidente, não soaria estranho se ouvíssemos que aquele indivíduo estava no lugar errado na hora errada, ou que era seu destino, mesmo que o dito lugar fosse visivelmente inseguro pelas próprias características. Em outras palavras, o que tem que acontecer, simplesmente acontece e não há como escapar do fato. Crenças como essas mostram que, muitas vezes, buscamos transferir a causa do acontecimento indesejado, motivo de sofrimento, a algo que está fora do nosso controle, de preferência bem distante de nós. É deste modo que o fatalismo ganha forma e expressão.
A atitude fatalista diante de alguns eventos também nos causam grande sofrimento.
Lavras da Mangabeira/CE, tem vivido essas últimas horas, momentos de sofridão, de angustia, de muita tristeza e dor.
Nada mais sorrateiro, e, porque não, até traiçoeiro, que morte resultante de acidente. Ela surge como uma espécie de ceifeiro que chega do nada e colhe o que quer. De súbito, quem falava, trabalhava ou mesmo acabara de acordar há pouco cai inerte sem voz, sem gesto.
Acidentes que ceifaram vidas jovens (02) e o coração de um senhor que parou de bater subitamente sem permitir tempo para acertos e arrependimentos.
Ora, os homens não suportam conviver com aquilo que não conhecem e não explicam. O que é estranho tende a gerar angústia, causando desconforto e sofrimento.
Como evento que atinge a todos, a morte é geralmente algo sobre o qual evitamos pensar. Quase sempre, é percebida como tragédia que marca a ruptura definitiva no ciclo da vida, o que põe, para muitos, um dilema angustiante: onde estarei quando deixar de existir? Inferno? Paraíso? Apenas a frieza da terra? Ou será, simplesmente, nada?
Objetivamente ninguém poderá responder, pois, como evento que ocorre a todo vivente, somente o processo de morrer pode ser vivido e não a morte objetiva, fato. O problema é que tendemos a viver não só a angústia do que virá depois (se algo vier), mas também, e principalmente, a dificuldade em nos desvencilharmos daquilo que temos e dos que amamos.
Infelizmente, a morte, como evento natural intrínseco ao processo de viver, não está sob domínio humano, e o que acontece de bom e mal na vida não seja atribuída a Deus ou ao destino, mas sim às ações, intencionais ou não, dos próprios indivíduos.
Aos familiares e amigos das vítimas, com os corações cheios de dor, que Deus possa ajudar no conforto. Recebam também dos lavrenses, sentimentos de pesar, suas orações e preces.
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