Uma comitiva formada por representantes de clínicas particulares de vacinação embarca nesta segunda-feira (4) para a Índia para negociar a compra de 5 milhões de doses da vacina indiana conta a Covid-19, chamada Covaxin. A afirmação foi dada pelo presidente da ABCVac (Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas), Geraldo Barbosa, em entrevista à Globonews.
A comitiva, que só deve retornar ao Brasil no dia 10, segundo ele, irá vistoriar o produtor da vacinas para saber qual a capacidade de fornecimento.
De acordo com o presidente da associação, que afirma representar 70% das clínicas particulares do país, a negociação se dá com o laboratório indiano Bharat Biotech. Neste domingo, as autoridades do país asiático aprovaram o uso emergencial da vacina, que está na fase três de testes (quando a eficácia precisa ser comprovada).
A comercialização de vacinas depende de autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
Barbosa, disse que a expectativa é que o resultado dessa fase seja divulgado ainda em janeiro, o que levaria o laboratório a entrar com o pedido de registro na Anvisa em fevereiro.
No início de dezembro, Barbosa já havia dito que havia a expectativa de que as clínicas particulares poderiam começar a fornecer vacinas no segundo semestre. "A gente está brigando para ter um pouco a mais que as 5 milhões de doses ofertadas inicialmente", disse Barbosa neste domingo.
O presidente da associação disse que a compra não inclui seringas e agulhas. "A vacina não vem pronta para uso, vamos depender de insumos que vamos negociar, mas ter o imunizante já é um grande passo."
O executivo afirmou que na viagem poderá ter uma noção de qual preço será cobrado ao consumidor. Ele evitou dar prazos. "Os processos de importação para o privado são mais rápidos e tem menos burocracia, mas isso só vai acontecer no momento em que a Anvisa der o sinal verde, de que o produto está liberado para a comercialização", afirmou.
Em nota, a Anvisa disse que clínicas particulares precisam aguardar a autorização das vacinas no Brasil. "O registro da agência avalia segurança e eficácia. Uma vez aprovado, o produto pode ser colocado no mercado" diz.
Segundo o texto, apenas os laboratórios podem pedir o uso emergencial, "pois são os desenvolvedor" e não as clínicas.

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