Profissional de UPA que atendeu paciente no chão diz que doentes esperam mortes para conseguir vagas
A técnica em enfermagem Polyena Silveira relatou que doentes e seus familiares estão esperando outras pessoas morrerem para conseguirem uma vaga nas unidades de saúde de Teresina. Ela foi uma das profissionais que atenderam no chão um paciente na quarta-feira (17), por falta de maca na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Promorar, na Zona Sul de Teresina. Ele morreu no chão da unidade.
Ela declarou que o sistema de saúde está em colapso e que não há vagas, nem leitos.
"Estamos sofrendo junto com a família daqueles pacientes que ficam lá fora esperando uma alta, uma transferência ou até mesmo um óbito pra poder ocupar o lugar. É difícil. Pra quem está vivendo, pra quem está acompanhado, é difícil", afirmou a profissional de saúde.
A técnica em enfermagem disse que o
paciente deu entrada em parada
cardiorrespiratória e na UPA não
havia leito, monitor e nem ventilador
mecânico.
A profissional, que atua há oito anos como técnica em enfermagem e trabalha na UPA do Promorar e Hospital de Urgência de Teresina (HUT), disse que nunca viveu uma situação parecida e faz um apelo para que a população fique em casa.
"Eu queria até fazer um pedido do fundo do meu coração com toda humildade. Se puder ficar em casa, se não for uma saída essencial, que realmente precise, fique em casa. Fique em casa por mim, que sou profissional de saúde, pelos meus amigos que sofrem e estamos sofrendo a cada paciente que não temos onde colocar", completou a profissional.
G1


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