André Fernandes pode ser processado pelo Conselho de Ética da Assembleia

Por Paulo Sergio 13/06/2019 - 16:34 hs

Durante discurso na Assembleia Legislativa, na última quarta-feira (12), o deputado André Fernandes (PSL), acusou colegas parlamentares de envolvimento com facções criminosas – sem citar nomes. Nesta quinta (13), no Plenário, deputados reagiram e exigiram que ele apresente os nomes. Partidos articulam uma representação contra Fernandes no Conselho de Ética da Casa. 

A polêmica começou quando André Fernandes disse, na tribuna, que recebe, diariamente, denúncias de parlamentares - sem citar nomes -, envolvidos com facções criminosas.  

“Qual moral tem deputado envolvido com facção para falar de segurança, sobre moralidade, respeito e ética? Os deputados estão sendo controlados. É algo obscuro. Tenho foro privilegiado. Quem tiver achando ruim que se exploda”, esbravejou.  

Os deputados reagiram. Elmano de Freitas (PT) subiu na tribuna nesta quinta e cobrou nomes de Fernandes. O petista disse que a acusação merece representação no Conselho de Ética.

“Quero que exploda a irresponsabilidade dele, a arrogância dele. Não é possível qualquer colega subir na tribuna e dizer que essa Casa tem ladrão. Não seja frouxo! Tenha coragem e apresente os nomes. A paciência dessa Casa foi muito além do que deveria”, criticou.  

O presidente da Casa, deputado José Sarto (PDT), disse que a acusação de Fernandes foi “infeliz” e que cabe ao Conselho de Ética analisar eventual processo por quebra de decoro parlamentar

Partidos já articulam uma representação contra André Fernandes no Conselho de Ética Parlamentar. Antes de abrir um processo, a representação deve ser analisada pelo ouvidor do Conselho, deputado Romeu Aldigueri (PDT).

Se for acatada, ela é encaminhada para o Conselho, que é presidido pelo deputado Antônio Granja (PDT). Em casos extremos, parlamentares nesta situação podem até perder o mandato.

O deputado André Fernandes (PSL) não compareceu à sessão desta quinta-feira. Procurado para comentar o assunto, o parlamentar não respondeu aos questionamentos.