Ações de recuperação de área degradada realizadas pela Funceme proporcionam melhoria na qualidade de vida em comunidade de Jaguaribe
O Dia Mundial de Combate à Desertificação é celebrado, anualmente, em 17 de junho. A data reforça a necessidade de ações efetivas tanto no combate, quanto na prevenção ao fenômeno que ameaça praticamente todo o território cearense.
De acordo com o último mapeamento realizado pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), por meio da Gerência de Estudos e Pesquisas em Meio Ambiente (Gepem), o Ceará já apresenta 11,45% do seu território com áreas fortemente degradadas em processo de desertificação. Atualmente, as regiões mais vulneráveis são os Inhamuns, o Médio Jaguaribe e parte do Centro-Norte, onde está localizado o município de Irauçuba e seus circunvizinhos.
Vale ressaltar ainda que, de acordo com o Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca, 100% do Ceará é considerado Área Suscetível à Desertificação (ASD) e ainda conforme a Resolução Nº 115, de 23 de novembro de 20 do Conselho Deliberativo da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), 98,7% do estado está dentro da Região Semiárida do Brasil, comprovando a grande vulnerabilidade do estado.
Ao longo de sua história, a Funceme vem desenvolvendo atividades que visam alertar e amenizar os efeitos da desertificação no Ceará. O tema já vem sendo discutido pela comunidade internacional desde 1977, visto que muitos outros países também enfrentam os mesmos problemas.
Um dos projetos de destaque que tem acompanhamento contínuo pela instituição é o de Recuperação de Áreas Degradadas em Processo de Desertificação, na localidade do Brum, no município de Jaguaribe, situado a cerca de 300 quilômetros de Fortaleza.
