Mãe sul-africana que vendeu a filha de 6 anos é condenada à prisão perpétua
Um
tribunal sul-africano condenou nesta quinta-feira (29) uma mãe à prisão
perpétua por sequestrar e vender sua filha de seis anos, um caso que chocou o
país. Racquel Smith e outros dois acusados foram condenados à pena máxima de
prisão perpétua por tráfico de pessoas e a 10 anos por sequestro, anunciou o
juiz Nathan Erasmus.
Joshlin
Smith desapareceu em fevereiro de 2024 de sua casa na Baía do Saldanha, uma
pequena cidade pesqueira a 135 quilômetros ao norte da Cidade do Cabo, e desde
então não foi mais vista. Sua mãe foi declarada culpada de ter sequestrado e
vendida à filha aparentemente por US$ 1.100 (R$ 6.250 na cotação atual). O juiz
condenou Smith, de 35 anos, e os dois coacusados - um namorado e um amigo
comum – à prisão perpétua por tráfico de pessoas. Além disso, o grupo foi
condenado a uma pena de 10 anos de prisão por sequestro.
Também
tentei a inclusão dos três réus no cadastro de condenados por crimes contra
menores. “Não posso encontrar nada que seja redentor e merecedor de uma
sentença menor que a mais dura que possa importar”, disse o juiz. Smith
comparou à leitura do veredicto e aconteceu impassível durante a audiência, que
durou uma hora. O magistrado qualificou Smith, mãe de três filhos, como
manipuladora e disse que ela não demonstrou nenhum “indício de remorso” ou
preocupação com o desaparecimento de Joshlin. O veredicto foi recebido com
aplausos na sala do tribunal. A avó de Joshlin também esteve presente no
tribunal, vestida com uma camisa com a foto do rosto da neta.
Busca
nacional
Num
primeiro momento, quando sua filha desapareceu, Racquel Smith foi objeto de uma
onda de simpatia e uma grande operação de busca foi organizada em todo o país
para encontrar uma menina. As fotos da criança, de olhos verdes e tranças
castanhas, dominaram a internet.
O caso
atraiu atenção nacional, incluindo a de um ministro que ofereceu uma recompensa
de um milhão de rands (US$ 54.000, R$ 307.000 na cotação atual) pelo retorno da
criança em segurança. Mas o caso teve uma reviravolta quando os promotores alegaram
que Smith havia vendido a filha para um curandeiro, interessado em seus olhos e
em sua pele clara.
O juiz não afirma em sua sentença para quem a menina foi vendida nem a motivação. Entre as testemunhas do julgamento, que começou em março, estavam um professor da menina e um pastor, que declarou que a mãe falou sobre a venda prevista da filha em 2023. A polícia informou nesta quinta-feira que ampliou a busca pela menina além das fronteiras sul-africanas. A África do Sul tem um dos índices de criminalidade mais elevados do mundo e o sequestro de crianças está em alto.



Paulo Sergio de Carvalho - O vexame de Elmano em Juazeiro e os sinais que o povo está enviando
Mauro Benevides - Decoro parlamentar vilipendiado
Tom Barros - A retomada de um sonho tricolor