As mulheres assumem protagonismo nas pré-candidaturas à Assembleia Legislativa do Ceará para 2026
Há 190 anos, o parlamento
cearense tinha sua primeira deputada estadual — Zélia Mota, eleita em 1975 —
que abriu caminho para que outras mulheres seguissem na política do Ceará.
Desde então, apenas 41 mulheres chegaram a ocupar cadeiras na ALECE. Nos
mandatos atuais, a bancada feminina é a maior da história da Casa, foram
eleitas nove deputadas, ante apenas seis da legislatura anterior.
- Dra. Silvana (PL)
- Emília Pessoa (PSDB)
- Gabriella Aguiar (PSD)
- Jô Farias (PT)
- Larissa Gaspar (PT)
- Lia Gomes (PDT)
- Luana Ribeiro (Cidadania)
- Marta Gonçalves (PL)
A deputada Larissa
Gaspar (PT) faz história ao se tornar a primeira mulher a
ocupar o cargo de 2ª vice-presidente da Mesa Diretora da ALECE.
Também foi ela quem
presidiu o seminário sobre violência política de gênero, destacando conquistas
e desafios para a representatividade feminina.
O
programa Mulheres
no Parlamento, exibido pela ALECE TV, também tem reforçado esse
protagonismo ao destacar trajetórias de deputadas e resgatar a história das
pioneiras, além de trazer discussões sobre saúde, direitos e combate à
violência.
Entre os novos nomes que
ganham força para disputar uma vaga na ALECE em 2026 está a atual Secretária
do Trabalho, da Mulher e do Desenvolvimento Social de Lavras da Mangabeira,
Belinha da Madeireira (PSD).Belinha da Madeireira (PSD/LAVRAS DA MANGABEIRA-CE)
Reconhecida
pelo trabalho social desenvolvido no município, Belinha ampliou sua atuação
para além das fronteiras locais. Projetos voltados à inclusão
produtiva, apoio às mulheres em situação de vulnerabilidade, assistência às
famílias carentes e programas de capacitação profissional têm
consolidado sua imagem como liderança comprometida com causas sociais.
Esse
protagonismo já ultrapassa Lavras da Mangabeira, alcançando o Cariri
cearense e o Centro-Sul do estado,
onde seu nome começa a circular como uma forte opção feminina na disputa por
uma cadeira no legislativo estadual. Sua trajetória simboliza o avanço de
mulheres que, a partir de secretarias municipais e espaços de gestão local,
ganham musculatura política para disputar posições estratégicas no cenário
estadual.
Outros nomes em articulação
·
Lia
Gomes (PSB), deputada estadual licenciada e atual
secretária das Mulheres do Ceará, segue como voz influente pela maior
participação feminina.
· Luizianne Lins (PT), ex-prefeita de Fortaleza e deputada federal, já lançou pré-candidatura ao Senado, o que pode influenciar diretamente as composições para a ALECE.
A presença crescente de
mulheres na ALECE se traduz também em mobilizações internas. Eventos como o “Política
Cor de Rosa”, organizado pela ASSALCE, reúnem deputadas,
servidoras e lideranças femininas em torno de debates sobre protagonismo
político e fortalecimento de redes de apoio.
Apesar
disso, barreiras estruturais persistem: falta de financiamento, resistência
cultural e a aplicação deficiente das cotas partidárias.
As eleições de 2026 no
Ceará já indicam um crescimento do protagonismo feminino,
com nomes históricos e novos rostos, como Belinha da Madeireira, ganhando
espaço. A combinação de trajetórias consolidadas e lideranças emergentes pode
redesenhar a presença feminina na Assembleia Legislativa.
O
desafio agora é transformar visibilidade em representatividade
efetiva — garantindo que mais mulheres não apenas disputem, mas
também conquistem cadeiras para influenciar os rumos da política estadual.


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