Bastidores: Nome de Domingos Filho agita cenário político para 2026 no Ceará
A entrada do ex-presidente da Assembleia Legislativa, Domingos Filho (PSD), na lista dos nomes já lembrados como pré-candidatos em 2026 movimenta os bastidores da política cearense. Sua presença nesse debate não é casual: reflete tanto o peso do PSD no tabuleiro estadual quanto sua habilidade de articulação, reconhecida mesmo entre adversários.
O PSD tem crescido em todo o Brasil, e no Ceará se consolidou como legenda estratégica, com forte enraizamento no interior. Domingos Filho, à frente do partido, costura alianças regionais e mantém proximidade com lideranças de diferentes espectros políticos, o que lhe dá margem para se projetar como uma opção competitiva.
Nos bastidores, essa movimentação gera alguns efeitos imediatos:
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Pressão sobre o PT: a lembrança de Domingos Filho como pré-candidato sinaliza que o PT, mesmo com a hegemonia conquistada nos últimos 20 anos, terá que negociar mais espaço com aliados. O PSD pode querer lugar de destaque na chapa majoritária.
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Atenção do MDB: com Eunício Oliveira buscando reposicionar o partido, o crescimento do nome de Domingos Filho pode gerar disputas por protagonismo no campo das alianças ao centro.
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Recalculo de forças regionais: prefeitos e vereadores do interior, acostumados à proximidade com Domingos Filho, começam a avaliar cenários que antes pareciam restritos à polarização PT versus oposição tradicional.
A dúvida central, no entanto, é qual será o papel de Domingos Filho em 2026: disputar o governo, se credenciar ao Senado ou ser peça-chave em uma aliança que garanta ao PSD poder de barganha.
Por ora, sua citação entre os pré-candidatos serve como recado político: o PSD não aceitará papel coadjuvante nas próximas eleições.


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