EUA lançam ataque militar na Venezuela e anunciam captura de Maduro e sua esposa
CARACAS / WASHINGTON D.C. — Em um dos episódios mais dramáticos da política internacional recente, os Estados Unidos anunciaram neste sábado (3) uma operação militar em larga escala contra a Venezuela que teria resultado na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nas primeiras horas deste sábado, por meio de sua rede social, que forças militares norte-americanas realizaram ataques aéreos e terrestres em várias regiões da Venezuela e que o líder do país teria sido detido e retirado do território — levado para fora da Venezuela sob custódia americana.
Trump também anunciou que a captura foi realizada em conjunto com agências de segurança dos EUA e prometeu uma coletiva de imprensa ainda hoje em Mar-a-Lago, na Flórida, para detalhar a operação.
💥 Relatos de explosões e estado de emergência em Caracas
Testemunhas e imagens de vídeos compartilhados por moradores relatam fortes explosões em Caracas e em pelo menos três estados próximos — Miranda, Aragua e La Guaira — no início da madrugada. Essas explosões foram ouvidas em diversos bairros da capital e teriam coincidido com a ofensiva militar americana.
Em resposta, o governo venezuelano declarou estado de emergência nacional e classificou o ataque como uma “agressão militar” à soberania do país, convocando a população e as forças armadas a se mobilizarem diante da situação.
Governo venezuelano reage e nega versão americana
Autoridades chavistas, incluindo a vice-presidente venezuelana Delcy Rodríguez e o ministro da Defesa Vladimir Padrino López, negaram que tenham confirmação independente sobre a captura de Maduro e exigiram prova de vida do presidente e de sua esposa.
Padrino López afirmou que as forças armadas venezuelanas vão resistir à presença de tropas estrangeiras e intensificar a defesa do país, afirmando que os ataques atingiram áreas civis além de instalações militares.
🌍 Reação internacional e repercussões geopolíticas
O anúncio da operação já repercute globalmente:
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Colômbia mobilizou forças na fronteira com a Venezuela diante da perspectiva de uma possível onda de refugiados e criticou a ação militar. The Guardian
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Países como Rússia, Cuba e Irã condenaram o ataque como uma violação da soberania venezuelana. The Guardian
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Alguns líderes, como o presidente da Argentina Javier Milei, saudaram a captura de Maduro como uma vitória ideológica e regional. ISTOÉ Independente
Especialistas apontam que, se confirmada a remoção de Maduro do poder, a ação representa um dos maiores confrontos entre os EUA e um Estado latino-americano desde a Guerra Fria, com possíveis consequências econômicas e políticas duradouras na região.
🔎 Estados Unidos justificam ação
Até o momento, a Casa Branca e oficiais americanos têm alegado que Maduro estaria envolvido em narcotráfico, corrupção e apoio a grupos ilícitos — acusações que Washington tem repetido nos últimos anos. Trump e aliados políticos insistem que a operação teve como objetivo desmantelar redes criminosas e trazer Maduro à justiça.
Apesar desses pronunciamentos, autoridades venezuelanas desmentem independentemente a versão de Trump, e não há até agora confirmações de órgãos internacionais ou de governos neutros sobre o paradeiro de Maduro e de sua esposa.
🕊️ Cenário de incerteza
Com as forças armadas venezuelanas em alerta e possíveis confrontos internos e regionais, a captura de Maduro — caso confirmada — pode desencadear um período de instabilidade política no país, debates legais sobre intervenção estrangeira e amplas repercussões diplomáticas em toda a América Latina.


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