Senador Cid Gomes sinaliza aposentadoria política e frustra apelos por reeleição no Ceará
O senador Cid Gomes (PSB) sinalizou que não pretende disputar a reeleição em 2026, segundo levantamento da Folha de S.Paulo, colocando fim aos apelos feitos pela base governista cearense para que ele permanecesse na disputa eleitoral. A indicação de aposentadoria política encerra meses de articulações e tentativas de convencimento por parte de aliados que viam em Cid um nome competitivo para manter a vaga do Senado sob influência do atual grupo no poder estadual.
De acordo com a Folha, ao menos 33 senadores devem tentar a reeleição em outubro de 2026, quando estarão em disputa 54 das 81 cadeiras do Senado Federal, o equivalente a dois terços da Casa. O levantamento também mostra que o Senado abriga dez pré-candidatos a governador e, paralelamente, ao menos quatro parlamentares que sinalizam estar próximos de se aposentar das disputas eleitorais. Entre eles está o cearense Cid Gomes.
No Ceará, a decisão de Cid tem impacto direto no xadrez político local. Integrantes da base governista — como o prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão, o governador Elmano de Freitas, o ministro Camilo Santana e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva — teriam atuado nos bastidores em uma tentativa frustrada de convencer o senador a buscar a reeleição. A sinalização definitiva de que não concorrerá encerra essas articulações e abre um vazio estratégico para o grupo governista.
Por outro lado, o movimento fortalece a oposição no estado. Com a saída de Cid do cenário eleitoral, ganha força a possibilidade de seu irmão, Ciro Gomes, assumir o protagonismo como candidato ao Governo do Ceará em 2026. A eventual candidatura de Ciro tende a reorganizar o campo oposicionista, reunindo setores críticos à atual administração estadual e ampliando a polarização política no estado.
O levantamento que deu origem à reportagem da Folha de S.Paulo foi realizado com base em informações oficiais de cada senador, incluindo dados fornecidos por assessorias de imprensa, declarações diretas dos parlamentares e manifestações públicas. O cenário desenhado aponta para uma eleição de 2026 marcada tanto por tentativas de continuidade quanto por aposentadorias políticas que devem redefinir o perfil do Senado e, no caso do Ceará, redesenhar profundamente o equilíbrio de forças locais.


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