Violência fora de controle: Ceará registra o dobro da média nacional de mortes violentas
Com uma taxa de 32,6 mortes por 100 mil habitantes, o estado cearense supera quase o dobro da média nacional. Pernambuco e Alagoas completam o topo da lista negativa.
Lavras da Mangabeira – O Brasil enfrenta um cenário de disparidades profundas na segurança pública, e os dados de 2024 consolidam uma tendência preocupante: o Nordeste permanece como a região mais letal do país. Segundo o levantamento mais recente, o Ceará encabeça o ranking nacional de mortes violentas, registrando uma taxa de 32,6 assassinatos para cada grupo de 100 mil habitantes.
O índice cearense é alarmante quando comparado à média nacional, que ficou em 15,97. Na prática, o risco de ser vítima de um crime violento no Ceará é duas vezes maior do que a média brasileira.
O "Top 3" da Violência
A liderança do Ceará não é um fato isolado na região. O topo da lista é integralmente ocupado por estados nordestinos, evidenciando uma crise de segurança que ultrapassa fronteiras estaduais:
Ceará: 32,6 mortes/100 mil hab.
Pernambuco: 31,6 mortes/100 mil hab.
Alagoas: 29,4 mortes/100 mil hab.
Crescimento acima da média
Embora o país venha buscando reduzir seus índices criminais em algumas regiões, os números de 2024 mostram que o desafio ainda é hercúleo. A taxa brasileira de 18,05 assassinatos por 100 mil habitantes (considerando o acumulado do período) demonstra que, embora o índice nacional médio seja 15,97, o pico estatístico de 2024 elevou a pressão sobre as políticas públicas de segurança.
Especialistas apontam que a guerra entre facções criminosas pelo controle de territórios e rotas de tráfico, somada à vulnerabilidade social, são os principais motores para que estados como Ceará e Pernambuco mantenham números tão elevados.
O Desafio das Autoridades
A persistência dessas taxas coloca os governadores sob constante cobrança. No Ceará, o investimento em inteligência e o aumento do efetivo policial têm sido as apostas do governo, mas o reflexo direto na redução da letalidade ainda esbarra na capilaridade do crime organizado.
Enquanto a média nacional flutua em torno de 16 mortes, o abismo que separa o Brasil "médio" do Ceará (32,6) reforça a necessidade de uma intervenção federal mais coordenada e políticas de segurança que foquem não apenas na repressão, mas na prevenção e investigação qualificada.


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