Governo de Lavras/CE concede reajuste de 6% ao magistério com voto contra do MDB
O Governo Municipal de Lavras da Mangabeira (CE) encaminhou, na tarde desta terça-feira (10), à Câmara Municipal, o Projeto de Lei nº 008/2026, que concede reajuste de 6% no piso salarial dos profissionais do magistério para o ano de 2026. O percentual está acima da média nacional e garante pagamento retroativo a 1º de janeiro deste ano.
A proposta foi bem recebida pela maioria dos parlamentares, que destacaram a medida como um avanço na valorização da educação e no reconhecimento do papel dos professores no desenvolvimento do município.
Durante a apreciação da matéria, o vereador Joaquim Lôbo (MDB) votou contrário ao projeto, posicionamento que causou indignação entre os demais parlamentares.
O posicionamento foi duramente criticado em plenário. O vereador Ném Férrer (PDT) afirmou reiteradas vezes que o MDB é o partido que historicamente não valoriza a educação em Lavras da Mangabeira. Segundo o parlamentar, essa postura voltou a ficar evidente na votação desta terça-feira, quando o partido votou contra o reajuste de 6% no piso salarial dos profissionais do magistério para 2026, concedido pela gestão municipal.
Ainda durante o debate, Ném Férrer relembrou que, nos oito anos da gestão da ex-prefeita Dena Oliveira (MDB), diversas escolas foram fechadas no município, unidades que, segundo ele, só foram reabertas na gestão seguinte, sob o comando do então prefeito Dr. Tavinho. O parlamentar destacou ainda que, no governo posterior, também do MDB, liderado por Ildsser Alencar, escolas voltaram a ser fechadas, reforçando, em sua avaliação, um histórico de desvalorização da educação por parte do partido.
O atual líder do governo municipal na Câmara Vereador Cicero Freire falou de como o MDB deu mostras mais uma vez não gostar de professor, votando contra o reajuste.
Ao final da votação, o Projeto de Lei nº 008/2026 foi aprovado por maioria de votos, consolidando o reajuste de 6% no piso salarial do magistério municipal para o ano de 2026.


Paulo Sergio de Carvalho - Entre a desconfiança e o desespero: a reaproximação que expõe as fissuras no poder