O líder do Cartel de Sinaloa,Joaquín “El Chapo” Guzmán, foi condenado nesta quarta-feira, 17, à prisão perpétua pela Justiça Federal dos Estados Unidos. Ele irá cumprir pena em uma penitenciária norte-americana.
O traficante mais famoso do mundo, 62 anos e chefe do cartel mexicano de Sinaloa, foi condenado em fevereiro por crimes que duraram um quarto de século, incluindo o tráfico de centenas de toneladas de cocaína, heroína, metanfetamina e maconha para os Estados Unidos. A justiça americana ordenou que o ex-chefe da máfia devolva US$ 12,6 bilhões dos lucros de seus crimes.
O traficante, que havia sido protegido no México por um exército de gangsteres e uma elaborada operação de corrupção, foi levado aos EUA para ser julgado depois de ter escapado duas vezes das prisões mexicanas.
Depois de três meses em que a Promotoria apresentou uma montanha de provas, em 12 de fevereiro, um júri popular declarou “El Chapo” culpado de traficar ou tentar traficar mais de 1.250 toneladas de drogas aos Estados Unidos, principalmente cocaína.
Antes de finalmente ser capturado, em 2016, Guzmán escapou de presídios de segurança máxima mexicanos duas vezes. Ele foi extraditado aos EUA para enfrentar um julgamento em janeiro de 2017.
El Chapo criou a reputação de ser uma figura à la Robin Hood que fez dele um herói popular para muitos de seu Estado natal de Sinaloa, onde nasceu em um vilarejo montanhoso pobre.
Guzmán se estabeleceu como traficante nos anos 1980 escavando túneis sob a fronteira EUA-México que lhe permitiram contrabandear drogas mais rapidamente do que qualquer um de seus rivais. Ele acumulou poder durante os anos 1990 e 2000 graças a guerras muitas vezes sangrentas com seus adversários, eventualmente se tornando o líder mais conhecido do Cartel de Sinaloa.
Em fevereiro, um júri considerou Guzmán, de 62 anos, culpado de traficar toneladas de cocaína, heroína e maconha e de se envolver em diversas conspirações de assassinato como líder máximo do Cartel de Sinaloa, conhecido há tempos como uma das maiores e mais violentas organizações de tráfico de drogas do México.
Ele está sendo mantido na solitária do Centro Correcional Metropolitano, uma prisão semelhante a uma fortaleza situada no sul de Manhattan. No mês passado, Cogan rejeitou seu pedido de mais tempo para se exercitar no telhado da prisão porque procuradores disseram haver o risco de uma fuga.
Antes de a pena ser anunciada, Guzmán argumentou que seu confinamento equivale a uma “tortura mental” e sustentou que os jurados de seu caso se deixaram influenciar por reportagens – uma alegação repetida por seus advogados.
“Os Estados Unidos não são melhores do que qualquer outro país corrupto”, disse Guzmán, acrescentando que os procuradores queriam enviá-lo a “uma prisão onde nunca mais se ouvirá falar de mim”.
O julgamento do mexicano em Nova York foi um mergulho surrealista dentro de um dos maiores cartéis de drogas, uma janela aberta para a vida até então misteriosa do chefão mexicano, famoso pelos túneis construídos para traficar drogas para os Estados Unidos ou para escapar da prisão.
Dezenas de pessoas, incluídas 56 testemunhas do governo americano, entre eles velhos sócios de “El Chapo”, rivais, uma ex-amante e agentes do FBI, relataram a história do criminoso.
Seu julgamento de 11 semanas, que contou com depoimentos de dezenas de ex-associados que fizeram acordos para cooperar com os procuradores, ofereceram ao público uma visão inédita das engrenagens do cartel.
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