O ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha completou nesta semana três anos na prisão. Em uma carta às filhas, ele listou as angústias vividas nesses 1.095 dias no cárcere.
Depois de ver fracassar uma tentativa de delação e de colher uma série de fracassos nos tribunais, Cunha diz que foi escolhido pela Lava-Jato e pelo Justiça para ser o “boi de piranha” do escândalo de corrupção na Petrobras.
“O garantismo não pode ser sujeito a ponto que escolham quem está morto para ser enterrado e quem está vivo para ser salvo. A lei tem de ser para todos. Não Podemos esquecer que quando o boi de piranha é comido, é porque a boiada já passou”, escreve Cunha.
Para o emedebista, as decisões da Justiça sobre o seu caso são sempre influenciadas por seu passado político. “Até quando vão continuar lembrando que o meu nome consta na capa dos processos?”, questiona.
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