Após 580 dias preso, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou nesta sexta-feira, 8, a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde estava detido para cumprir a pena de 8 anos, 10 meses e 20 dias imposta a ele no processo da Operação Lava Jato referente ao tríplex do Guarujá (SP).
Lula é aguardado por militantes do PT e de movimentos ligados ao partido para atos em Curitiba e em São Bernardo do Campo (SP), seu berço político.
Ao longo de seu período na prisão, Lula esteve custodiado em uma sala transformada em cárcere e sem grades. Para quem entra, a primeira visão era a da cama, ao lado da qual quatro cadeiras circundavam uma mesa redonda com livros empilhados e folhas de anotações. Fixada à parede, uma TV de plasma transmitia apenas canais abertos e, ao lado do aparelho, um armário de madeira onde o ex-presidente guardava suas roupas — o petista normalmente usava chinelos, bermuda e camiseta. Atrás do armário, uma divisória separa o quarto-sala do banheiro, onde há um boxe com chuveiro elétrico, uma pia e um vaso sanitário. O espaço ainda recebeu uma esteira ergométrica, usada por Lula para se exercitar.
Conforme estimativa da PF em abril de 2018, o custo mensal do aparato era de 300.000 reais mensais, cifra que poderia totalizar em 5,8 milhões de reais o custo da “operação Lula” na sede da corporação desde que ele foi preso.
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