O primeiro Clássico-Rei de 2020 foi de alto nível. Remanescentes na Série A do Campeonato Brasileiro, Fortaleza e Ceará fizeram confronto digno da grandeza de dois times da elite do futebol nacional. Ontem, no Castelão, a lamentação ficou por conta da péssima arbitragem do potiguar Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro, que prejudicou (e muito) a qualidade do espetáculo. No fim, o empate em 1 a 1 acabou traduzindo o equilíbrio do confronto, válido pela Copa do Nordeste, mas deixou uma sensação de insatisfação maior do lado alvinegro pelo lance final.
O Vovô foi quem entrou em campo com maior necessidade de vitória, sobretudo pela desconfiança e as críticas que já cercam o trabalho do técnico Argel Fucks, que segue sem nenhum triunfo no comando do Alvinegro. E também foi quem teve as oportunidades mais claras de gol criadas, sobretudo no 2º tempo, com direito a bola na trave e até pênalti perdido na reta final.
Sem esquecer que foi o Alvinegro que saiu na frente do placar. O primeiro gol do jogo foi do zagueiro Klaus, aos 31 da etapa inicial, aproveitando cobrança de escanteio perfeita de Felipe Silva.
Nesta altura, o equilíbrio marcava a peleja. O jogo era pegado e nervoso, como esperado, sem muito brilhantismo técnico, e a etapa inicial resguardou poucas chances claras de gol para os dois lados. Na melhor que o Fortaleza criou, o artilheiro Wellington Paulista mandou para as redes, mas estava impedido - em um dos únicos lances duvidosos que a péssima arbitragem acertou.
A volta do intervalo fez bem aos dois times. A intensidade cresceu, a partida ficou mais movimentada e com emoção. Vencendo, o Ceará adotou a postura que o técnico Argel Fucks mais aposta: compactação defensiva para fazer transições em velocidade. O time até encaixou contra-ataques perigosos e, no melhor deles, após boa triangulação pela direita entre Felipe Silva, Samuel Xavier e Rafael Sóbis, o atacante recebeu cruzamento do lateral e cabeceou na trave.
Mas o Fortaleza foi quem teve mais a posse de bola. Com controle e volume de jogo, o Tricolor pressionava, mas encontrava dificuldades em furar a marcação alvinegra. Num início de temporada em que todo detalhe físico, tático e técnico faz a diferença, era preciso recorrer à imprevisibilidade. A um lance de genialidade que fosse capaz de surpreender e furar o bloqueio adversário. E é nessas horas que a qualidade faz a diferença. Aos 17 minutos do 2º tempo, Osvaldo acertou uma bicicleta de enorme felicidade para marcar um golaço, sem chances para Fernando Prass. Com o detalhe de mais uma assistência de Mariano Vázquez, que levantou a cabeça e cruzou na medida, com consciência. O lance foi digno de pagar ingresso dos torcedores presentes no Castelão e fez a festa da maioria tricolor nas arquibancadas, mandante do jogo.
Arbitragem péssima
A partir de então, uma atuação que já se mostrava preocupante entrou em cena de vez. O árbitro Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro e os auxiliares Jean Marcio dos Santos e Lorival Candido das Flores, todos do Rio Grande do Norte, já se mostravam ansiosos e perdidos em campo com marcações de muitas faltas e distribuindo amarelos desnecessários. Na etapa inicial, já havia errado ao não expulsar o zagueiro Klaus, do Ceará, por falta em Osvaldo, que iria livre em progressão ao gol. Além disso, deixou também de apenar o lateral Carlinhos, do Fortaleza, com o segundo cartão amarelo, após falta dura em Leandro Carvalho. O detalhe é que o primeiro cartão do camisa 6 do Fortaleza foi erradamente aplicado após falta em William Oliveira.
Os lances do 2º tempo foram ainda mais duvidosos. Aos 36 minutos, Vinícius deu ótimo lançamento para o jovem atacante Rick, que entrou livre de frente para Felipe Alves e mandou a bola para as redes. A arbitragem assinalou impedimento e anulou o lance, em erro grave. Rick estava em posição totalmente legal e o lance gerou muita reclamação do lado alvinegro.
Logo depois, aos 43 minutos, a reclamação foi dos tricolores. Após cruzamento na área, Rodrigão cabeceou e a bola bateu no braço do zagueiro Juan Quintero. O lance era, de fato, o mais difícil da partida. E Pablo Ramon assinalou a penalidade para revolta dos leoninos. O defensor tricolor acabou expulso no lance, mas a lamentação logo deu lugar à euforia: o atacante Vinícius cobrou muito mal e Felipe Alves defendeu, garantindo a igualdade no primeiro Clássico-Rei de 2020.
Destaques
Dos dois lados, foi possível ver destaques. No Tricolor de Aço, Felipe Alves, pela defesa do pênalti, e Osvaldo, pelo golaço, foram os principais. No Alvinegro, Klaus, pelo gol, e Charles, que foi o melhor em campo, tiveram atuação muito positiva.
Ficha Técnica
Copa do Nordeste - 2ª rodada
Arena Castelão
1 de fevereiro
Gols: Osvaldo (F) e Klaus (C)
Cartões Amarelos: Carlinhos, Felipe, Romarinho e W. Paulista (F), Klaus, Bruno Pacheco e Rafael Sóbis (C)
Cartão Vermelho: Quintero (F)
Fortaleza
Felipe Alves, Gabriel Dias, Quintero, Bruno Melo, Carlinhos, Juninho (Nenê Bonilha), Felipe, Mariano Vázquez, Romarinho, Osvaldo (Ederson), Wellington Paulista (Edson Cariús). Técnico: Rogério Ceni
Ceará
Fernando Prass, Samuel Xavier, Klaus, Luiz Otávio, Bruno Pacheco, William Oliveira, Charles, Felipe Silva (Vinicius), Rogério, Leandro Carvalho (Rick), Rafael Sóbis (Rodrigão). Técnico: Argel Fucks
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