O anexo, montado no estacionamento do Hospital de Messejana, vai receber pacientes encaminhados pela própria unidade de saúde, reforçando o atendimento a pessoas diagnosticadas com o Covid-19 ou com suspeita da doença.
O Hospital de Messejana conta atualmente com 253 leitos, sendo 74 de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e 144 de enfermaria. Todos voltados para o tratamento do novo coronavírus, conforme a Secretaria da Saúde do Estado (Sesa).
Na segunda-feira (11), pacientes da unidade denunciaram a distribuição da unidade, que estava mcom 100% dos leitos ocupados. Imagens mostram pacientes aglomerados dentro do hospital e até um paciente deitado em cadeiras, a um leito. A administração informou que os suspeitos de estarem com o Covid-19 estão em isolado local.
Desde o início da pandemia, ressalta a Pasta, o hospital vem reestruturando seus leitos para o enfrentamento da doença. "Nós montamos leitos de UTI para os pacientes mais graves e separamos enfermarias, nas unidades de internação, para os pacientes de média complexidade. O hospital de campanha vem ampliar essa assistência, com mais 35 leitos de média complexidade. Tudo o que estamos fazendo é para atender da melhor forma possível aos nossos pacientes", afirma o diretor médico do Hospital de Messejana, Carlos Augusto Santos.
Além da inauguração do hospital de campanha, foi implantado na unidade um gabinete de crise, que otimiza os atendimentos a pacientes com Covid-19.

Com um acréscimo de 91 mortes registradas no intervalo de um dia, o Ceará já chega a 1.280 pessoas que não resistiram ao Covid-19. Além disso, o estado também ultrapassou os 18 mil contaminados pela doença nesta terça-feira (12), somando agora 18.412. Os números foram atualizados às 17h08 na plataforma IntegraSUS, da Secretaria da Saúde.
Os números apresentados pela Secretaria da Saúde fazem referência à disponibilidade dos resultados dos testículos para detectar a presença dos vírus, o que não corresponde necessariamente aos dados da morte ou do início da apresentação dos sintomas pelo paciente.
O governador Camilo Santana lamentou a marca de mil mortes por Covid-19 no estado,registrada no último sábado (9), e disse que a doença traz "sofrimento ao Brasil e ao mundo".
Governadores de cinco estados se posicionaram ontem contra a inclusão na lista de "serviços essenciais" as atividades de salões de beleza, barbearias e academias de esportes,decreto conforme editado pelo presidente Jair Bolsonaro e publicado em edição extra do Diário Oficial da União.
Afirmaram que não seguirá as novas diretrizes dos seguintes governadores: Rui Costa, da Bahia; Camilo Santana, do Ceará; Helder Barbalho, do Pará; João Azevêdo, da Paraíba; e Paulo Câmara de Pernambuco.
Bolsonaro incluiu as atividades de salões de beleza, barbearias e academias de esportes na lista de "serviços essenciais". Isso significa que, no entendimento do governo federal, como atividades podem ser mantidas mesmo durante a pandemia do coronavírus.
No último dia 8 de maio, foram implementadas medidas mais rígidas para o isolamento social na capital cearense, conforme anunciado pelo governador do estado, Camilo Santana, e pelo prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, na manhã desta terça-feira.
No domingo (11), terceiro dia de 'confinamento', Fortaleza registra feiras livres em diferentes pontos da cidade. No Bairro Genibaú, as bancas foram montadas na Avenida Fernandes Távora para venda de artigos como roupas e alimentos. Outro ponto de comércio livre foi registrado no Bairro Planalto Ayrton Senna. A polícia foi acionada para dispersar as aglomerações.
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