A expedição é, ao mesmo tempo, desgastante e prazerosa. A satisfação inicial vem do fato de que hoje, às 20 horas, no Estádio Almeidão, em João Pessoa, contra o Botafogo/PB, o Fortaleza lutará por um título inédito, o de campeão da Copa do Nordeste, até então não conquistado.
Todos no clube querem Pôr a taça na sala de troféus do Estádio Alcides Santos, devido à sua importância na região. Ao vencedor, estará reservado R$ 1 milhão em premiação. No caso do Fortaleza, ainda teria o status de mais um título, que se aliará ao de campeão cearense de 2019, já conseguido.
Para chegar ao título, bastará o Leão do Pici empatar a partida de hoje, visto que, venceu o primeiro jogo por 1 a 0, na Capital cearense.
Uma derrota pelo mesmo placar, levará a decisão para as cobranças de penalidades máximas, e o título não viria para o Pici, caso o time paraibano venha a vencer por mais de um gol de diferença.
Um dos grandes desafios do Leão para essa decisão, além da qualidade do adversário, é a maratona de jogos na qual se encontra o elenco atualmente.
Com a decisão de hoje, diante do Botafogo/PB, o Tricolor completará nove jogos em 29 dias, ou seja, a cada três dias, praticamente, os cearenses entram em campo.
Em meio a uma sequência exaustiva de jogos, surge essa decisão, o que faz com que o técnico Rogério Ceni fique modificando a equipe a cada partida. Tal iniciativa acaba prejudicando o rendimento do time em um ou outro jogo.
Peregrinação
O Fortaleza partiu para João Pessoa, como o início de uma peregrinação, que envolve, decisão da Copa do Nordeste, jogo de volta pelas oitavas de final da Copa do Brasil e Série A do Campeonato Brasileiro.
Após decidir a Copa do Nordeste com o Botafogo/PB, o Leão enfrenta o Flamengo no sábado, às 16 horas, no Estádio Nilton Santos; dia 5 de junho, encara o Athletico/PR, na Arena da Baixada, pelas oitavas da Copa do Brasil, e encerra o périplo contra o Grêmio, dia 8 de junho, às 19 horas, no Estádio Centenário.
Do ponto de vista da exigência em cima do elenco, Rogério Ceni considera que esse é momento mais delicado, porque são jogos difíceis, fora dos domínios tricolores.
"Talvez seja o pior momento, porque a gente chega mais cansado na competição, depois de nove jogos seguidos no mês e perdendo um dos principais jogadores de frente, no caso, o Edinho, que se lesionou", queixou-se Rogério, na sua mais recente entrevista sobre as partidas.
Sem favoritismo
Para o treinador do Leão, as dificuldades serão grandes nessa final contra o Botafogo, cuja decisão ele considera sem favoritismo de sua parte.
"Eu projeto um jogo duríssimo, diferente do que tivemos aqui, onde nós só atacamos, e o Botafogo fez um ou dois contra-ataques perigosos. Será uma partida com as ações mais divididas, pois eles conhecem mais o gramado. Será um jogo bem difícil, bem complicado, sem favoritismo", disse o comandante do Leão.
Os jogadores do Tricolor sabem das dificuldades que terão na partida, conforme demonstrou o goleiro Marcelo Böeck, que é o arqueiro titular da competição: "Eu prevejo um jogo muito difícil, porque o Botafogo não chegou por acaso nessa final, mas nós vimos a taça no nosso CT e deu um gostinho de trazê-la de volta para o nosso clube, mas com todo respeito à equipe deles", comentou o goleiro.
Alterações
Rogério Ceni novamente deverá fazer várias mudanças na equipe, após a partida contra o Vasco. Além de Marcelo Böeck que retorna ao gol, há uma possibilidade de se modificar os dois laterais, entrando Tinga e Bruno Melo.
Como se sabe, os atacantes Edinho, Kieza e André Luís, e o volante Juninho não poderão jogar, o que obriga o treinador a procurar alternativas.
Para a vaga de Edinho, há duas possibilidades: Romarinho, que é atacante e procuraria cumprir a função do atleta que irá ficar fora, ou o meia Dodô, que iria cadenciar mais a partida. Não está descartada a hipótese de Marlon também ser lembrado na escalação.
Sem Juninho, Felipe deve formar a dupla de volantes com Araruna e o ataque ficaria com Júnior Santos, Wellington Paulista e Marcinho. O atacante Osvaldo deve ficar no banco.
Botafogo
A cidade de João Pessoa respira a decisão desde o início da semana. Até as 18 horas de ontem, 12 mil ingressos haviam sido vendidos, antecipadamente. O Estádio Almeidão tem capacidade para 20 mil torcedores.
O técnico Evaristo Piza conta com dois retornos importantes, o do volante Rogério, ex-Fortaleza, e o do atacante Marcos Aurélio, que cumpriram suspensão. O Belo jogará com quatro meias e dois volantes, para povoar o meio e dificultar as ações do Fortaleza.
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