Criminosos de alta periculosidade fogem de presídio de segurança máxima em Pernambuco

Por Raphael Guerra 26/06/2021 - 09:31 hs
Foto: DIEGO NIGRO/ACERVO JC IMAGEM
Criminosos de alta periculosidade fogem de presídio de segurança máxima em Pernambuco
Presídio de Itaquitinga, Zona da Mata Norte de Pernambuco

Pelo menos oito criminosos considerados de alta periculosidade fugiram do Presídio de Itaquitinga, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, nesta sexta-feira (25). Entre os fugitivos, há homicidas, traficantes e integrantes de organizações criminosas que deveriam estar isolados pelo perigo que representam para sociedade. A Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres) diz que está investigando o caso.

De acordo com informações da pasta, os detentos fugiram do pavilhão C da unidade. As circunstâncias da fuga ainda não foram informadas. Vale destacar que a unidade prisional é classificada pelo governo do Estado como de "segurança máxima".

"A Seres acionou a Gerência de Inteligência e Segurança Orgânica (Giso) para apurar as circunstâncias em que o fato ocorreu e a Corregedoria da Secretaria de Defesa Social a fim de que proceda com o trabalho de recaptura dos fugitivos. Todos os envolvidos na fuga serão submetidos ao Conselho Disciplinar. Um procedimento interno para a apuração dos fatos foi aberto pela Seres", informou a secretaria.

A lista com os nomes dos detentos que fugiram está sendo compartilhada em grupos de WhatsApp. Apesar disso, a Seres não confirma oficialmente.

ASSASSINATO

Um dia antes da fuga, na quinta-feira, um detento foi assassinado na mesma unidade prisional. Ele foi identificado como Cícero José da Silva Moura. As investigações sobre a morte estão sendo conduzidas pela Polícia Civil.

O corpo da vítima ainda permanecia no Instituto de Medicina Legal (IML), na área central do Recife, aguardando a liberação.

Também em nota, a Seres informou que "os envolvidos na ocorrência foram submetidos ao Conselho Disciplinar, onde é registrado o fato na ficha do detento e comunicado ao poder judiciário". No entanto, não disse quantos detentos participaram do crime.

Em maio, dois presos que estavam em uma cela do Pavilhão D foram mortos. Segundo as investigações, colegas derrubaram uma parede e usaram pedaços de concreto e arma artesanal no crime.

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