A bancada do PDT na Câmara dos Deputados apresentou, nessa segunda-feira (3), um projeto alternativo de reforma da Previdência, contrário ao do governo Jair Bolsonaro. A intenção, segundo os deputados, é “iniciar um processo de reformas contínuas e suaves na Previdência, para que gradativamente o governo volte a ter capacidade de investimento”.
O texto é baseado no programa que o agora deputado federal Mauro Benevides desenvolveu para o plano de governo de Ciro Gomes, candidato à Presidência em 2018.
São três pilares: assistência social aos que ganham até um salário mínimo, novas regras para o sistema de repartição e um novo regime de capitalização.
Diferente da proposta de Paulo Guedes, que defende que as contas individuais substituam totalmente o regime solidário, o PDT quer que a capitalização sirva como poupança complementar, e apenas aos trabalhadores que ganham mais de cinco salários mínimos. Além disso, as empresas seriam obrigadas a contribuir.
A idade mínima é substituída por uma regra de pontos que soma idade e tempo de contribuição, parecida com o regime 85-95 estabelecido em 2015. O projeto do PDT prevê que os homens somem 100 pontos, com mínimo de 35 anos de contribuição. E as mulheres somem 90 pontos, desde que contribuam por, no mínimo, 30 anos.
A aposentadoria rural seria fixada em 60 anos de idade aos homens e 55 anos de idade às mulheres, com no mínimo 15 anos de contribuição.
O partido, rechaça a diminuição do valor do Benefício de Prestação Continuada e as novas regras do Abono do PIS/PASEP e na aposentadoria dos trabalhadores rurais. Pelos cálculos do partido, as propostas poupariam entre 500 e 700 bilhões de reais.
O movimento coincide com o derretimento crescente da relação do Congresso com o Planalto. Há algumas semanas, deputados do centrão ventilaram encaminhar uma proposta alternativa à do governo. Apesar disso, o líder do partido tem perspectivas realistas.
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