Marido mata esposa e se passa por ela em mensagens de celular, diz polícia

Por Redação UOL 24/02/2023 - 09:09 hs
Foto: Reprodução/TV Globo
Marido mata esposa e se passa por ela em mensagens de celular, diz polícia
O corpo da esteticista Juscélia de Jesus da Silva foi achado no dia 19

O padeiro Reginaldo Nunes de Moura, de 43 anos, confessou que matou a esposa, a esteticista Juscélia de Jesus da Silva, de 32 anos, em Goiás. Segundo a Polícia Civil, o homem se passou pela vítima em mensagens de celular enquanto ela estava desaparecida.

O que aconteceu?

  • Juscélia desapareceu em 14 de fevereiro, e seu corpo foi achado no último dia 19, nu e envolto em um saco preto na cidade de Abadia de Goiás;
  • Reginaldo teria dito à polícia que a mulher sumiu após sair de casa para fazer uma entrevista de emprego;
  • O suspeito chegou a mostrar mensagens supostamente enviadas pela esposa em que ela pediria dinheiro para pagar o aplicativo de transporte;
  • "Se você não puder me buscar, manda o pix pra pagar o ulber (sic). Eu não depositei o dinheiro. Vou pagar o ulber (sic) com dinheiro, aí você repõe", dizia uma das mensagens enviadas por Reginaldo se passando pela vítima, segundo a TV Anhanguera.

A investigação

  • A investigação mostrou que a vítima não pediu um carro de aplicativo, como apontado pelo suspeito à corporação.
  • Câmeras de segurança do bairro onde o casal morava, no Recanto das Emas, em Goiânia, mostraram que a vítima não saiu de casa na manhã do sumiço, como dizia o esposo.

    A investigação ainda apontou que Juscélia estava morta quando Reginaldo foi visto chegando em casa em um carro que pegou emprestado do irmão da esteticista. O veículo foi usado para levar o corpo até o local da desova.

  • No mesmo dia, o padeiro contatou a família da mulher para dizer que ela estava desaparecida.

O delegado João Paulo Mendes informou que Reginaldo, que não foi ao velório da esposa, foi preso na terça-feira (21) e confessou que matou a vítima em razão do dinheiro obtido com a venda de um carro da família.

"Segundo o suspeito, eles queriam dar destinos diferentes ao valor recebido. Ele conta que durante uma briga, a vítima teria caído e batido com a cabeça", explica o delegado, que afirmou que Reginaldo não demonstrou arrependimento.

A defesa de Reginaldo não foi encontrada. O espaço segue aberto para manifestação.

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