'Café fake': governo lista marcas impróprias para consumo

Por Caynã Marques 24/05/2025 - 08:36 hs
Foto: Reprodução/ Freepik
'Café fake': governo lista marcas impróprias para consumo
Três marcas de café foram proibidas após análises apontarem presença de cascas, paus e impurezas

Produto de apreço na mesa dos brasileiros, o café está cada vez mais requisitado no mercado perante sua eminente alta no valor padrão. Por sua vez, algumas marcas usam essa apreciação para produzir um 'café fake', podendo confundir o consumidor que busca diferente soluções para fugir dos altos preços.

O Ministério da Agricultura (Mapa) divulgou nesta sexta-feira, 23, que três marcas de 'bebida sabor café' foram proibidas para consumo e comercialização: Melissa, Pingo Preto e Café Oficial.

Amostras desses produtos apresentaram materiais estranhos ao grão de café - como cascas, paus, impurezas vegetais e outros elementos não identificados - em quantidades que ultrapassam os limites legais permitidos.

Em alguns casos, segundo o laudo técnico, os lotes sequer continham café em sua composição majoritária, sendo classificados como “bebidas sabor café”, uma tentativa de mascarar a adulteração.

Café adulterado: governo proíbe três marcas após detecção de impurezas

Em meio à valorização do café no mercado nacional e internacional, consumidores têm sido cada vez mais atraídos por alternativas de menor preço nas gôndolas dos supermercados. No entanto, essa economia pode vir acompanhada de riscos à saúde.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) identificou irregularidades em lotes de três marcas vendidas como “café torrado e moído”. Conforme as análises, os produtores não atendem aos padrões mínimos de pureza exigidos por lei.

Após estudos laboratoriais, os produtos foram considerados impróprios para o consumo humano.

Café adulterado: medida de proteção ao consumidor

Os lotes em questão foram recolhidos do mercado e a venda está suspensa até segunda ordem.

O Ministério ainda recomenda que consumidores que tenham adquirido esses produtos deixem de consumi-los imediatamente e procurem os canais oficiais para denúncia e orientação.

“O Mapa realiza a divulgação das ações à sociedade, já tendo sido determinado o recolhimento dos produtos impróprios”, afirmou em nota.