Novo comprimido reduz colesterol e pode ajudar a prevenir infarto
Um
comprimido experimental de uso diário conseguiu reduzir em até 60% os níveis de
colesterol LDL — conhecido como “colesterol ruim” — em pacientes
com alto risco cardiovascular. Os resultados foram publicados em 4 de fevereiro
no New England
Journal of Medicine e indicam um possível avanço no tratamento
da doença.
O
estudo clínico incluiu cerca de 2.900 participantes, que já apresentavam
colesterol elevado mesmo com o uso de terapias tradicionais, como as
estatinas. Após aproximadamente 24 semanas, os pacientes que receberam o
novo medicamento tiveram uma queda significativa nos níveis de LDL.
Como
o comprimido age no organismo
O
medicamento pertence a uma classe chamada inibidores de PCSK9, considerada uma das mais eficazes no
controle do colesterol. Na prática, ele atua no fígado, bloqueando uma proteína
que dificulta a eliminação do colesterol LDL do sangue. Com essa ação, o
organismo passa a remover mais gordura da circulação, reduzindo os níveis
considerados perigosos para o coração.
Esse
mecanismo já é utilizado por medicamentos injetáveis disponíveis atualmente. A
principal diferença é que o novo tratamento é feito por via oral, o que pode
tornar o uso mais simples no dia a dia.
Os
pesquisadores observaram reduções expressivas do colesterol mesmo entre
pacientes que já utilizavam outros remédios. Isso sugere que o comprimido
pode ser uma alternativa para quem não consegue atingir as metas apenas com
os tratamentos tradicionais.Apesar dos resultados positivos, os
cientistas destacam que ainda são necessários estudos mais longos para
confirmar se a redução do colesterol também leva, de fato, à diminuição de
eventos como infarto e AVC.
O que
é o colesterol “ruim”
O colesterol LDL é chamado de “ruim” porque pode se acumular nas paredes
das artérias, formando placas que dificultam a passagem do sangue.
Com o tempo, esse processo pode levar ao entupimento dos vasos e aumentar o risco de problemas graves, como infarto e acidente vascular cerebral. Por isso, manter os níveis controlados é uma das principais formas de prevenir doenças cardiovasculares.
Se aprovado, o novo comprimido pode ampliar as opções de tratamento e facilitar a adesão dos pacientes, especialmente daqueles que têm dificuldade com terapias injetáveis ou não atingem os níveis ideais de colesterol.


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