Base de Elmano vive guerra silenciosa por vagas na chapa de 2026 e indicação de Chagas Vieira aumenta tensão

Por Paulo Sergio de Carvalho 08/06/2026 - 18:37 hs
Foto: PSC JORNALISMO VERDADE
Base de Elmano vive guerra silenciosa por vagas na chapa de 2026 e indicação de Chagas Vieira aumenta tensão
Base de Elmano vive guerra silenciosa por vagas na chapa de 2026

A corrida pela composição da chapa majoritária governista para as eleições de 2026 está cada vez mais intensa. A declaração do presidente estadual do PDT, André Figueiredo, ao apresentar o nome de Chagas Vieira para ocupar um espaço na chapa encabeçada pelo governador Elmano de Freitas, é mais um capítulo de uma disputa que, nos bastidores, revela uma realidade cada vez mais evidente: há muitos postulantes para poucas vagas.

A fala de André Figueiredo, ao afirmar que o PDT apresentou oficialmente Chagas Vieira para compor a majoritária, reacendeu o debate sobre o delicado equilíbrio político dentro da aliança governista. Embora publicamente os partidos aliados mantenham o discurso de unidade, as movimentações recentes indicam que a disputa interna está longe de ser pacífica.


Com a reeleição de Elmano sendo tratada como prioridade pelos aliados, a grande questão passou a ser a distribuição dos demais espaços da chapa. Vice-governadoria, Senado e suplências transformaram-se em objetos de desejo de diversas lideranças e partidos que integram a base, criando um cenário onde cada anúncio é interpretado como uma demonstração de força política.

A informação foi divulgada pelo presidente estadual do PDT, André Figueiredo, durante entrevista concedida nesta segunda-feira (8) ao Blog do Eliomar.

Nos corredores da política cearense, a avaliação é de que existe "muito índio para pouco cacique". Lideranças de diferentes grupos buscam garantir protagonismo no projeto de 2026, enquanto aliados tentam ampliar sua influência nas decisões estratégicas da sucessão estadual.


Chagas Vieira (PDT) e Deputado André Figueiredo (PDT)

A entrada de Chagas Vieira na disputa amplia ainda mais esse tabuleiro. O ex-chefe da Casa Civil é visto como um nome próximo ao núcleo central do governo, mas sua indicação também pode gerar desconforto entre outros grupos que igualmente reivindicam espaço na chapa.

O desafio dos articuladores governistas será construir uma composição capaz de contemplar os interesses dos principais aliados sem provocar desgastes irreversíveis. Historicamente, as definições de chapas majoritárias costumam produzir vencedores e derrotados políticos, e o cenário atual sugere que nem todos sairão satisfeitos da mesa de negociação.

Enquanto isso, a oposição observa atentamente. O próprio André Figueiredo reconheceu que uma eventual candidatura de Ciro Gomes representa um fator de preocupação para a base governista, ao destacar que o ex-ministro continua sendo uma liderança de peso no Ceará.


A cada nova manifestação pública, cresce a impressão de que a principal batalha do bloco governista talvez não seja contra a oposição, mas dentro da própria aliança. E, diante de tantas pretensões políticas em jogo, a pergunta que continua circulando nos bastidores é inevitável: quem será o próximo a ser "rifado" para acomodar os interesses dos grupos que disputam espaço no projeto de poder para 2026?

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