Ceará e Fortaleza se enfrentam neste sábado (8), na Arena Castelão. Depois das mudanças impostas pelo Vovô, mandante da partida, para divisão da torcida do primeiro Clássico-Rei da Série A do Campeonato Brasileiro 2019, o Ministério Público do Ceará (MPCE) sugeriu uma nova alteração: disponibilização de setores com torcidas mistas.
Segundo pesquisa do Núcleo do Desporto e Defesa do Torcedor (Nudtor), do Ministério Público do Ceará (MPCE), desde 2015, não há registro de atos de violência dentro do Estádio Castelão. Este resultado positivo foi um dos motivos que levou o procurador-geral de Justiça, Plácido Rios, a propor aos presidentes dos dois clubes a disponibilização de setores com torcidas mistas iniciando já na próxima partida, disputada no sábado (3). A reunião entre as partes interessadas foi realizada nesta segunda-feira (29).
- A ideia é que isto ocorra gradativamente. No próximo jogo, dois camarotes receberão 40 torcedores dos dois times, e a expectativa é de que possamos oferecer na partida seguinte, pela Taça Fares Lopes, um espaço maior para esse encontro de torcidas. É uma manifestação de civilidade e que sinaliza a possibilidade de novos avanços no futuro - explica Plácido Rios.
A reunião ocorreu na sede da Procuradoria Geral de Justiça com a participação do coordenador do Nudtor, promotor de Justiça Edvando França; do presidente do Ceará, Robinson de Castro; do Fortaleza, Marcelo Paz; do comandante da 3ª Cia do 2° BPChoque, Major PM Landim; o vice-presidente da Federação Cearense de Futebol, Eudes Bringel; o assessor jurídico da Federação, Mauro Neto; e o 1° Vice Presidente do Ceará, Raimundo Pinheiro.
O coordenador do Nudtor ressalta que esta proposta é resultado do bom exemplo de cordialidade que vem sendo demonstrado pela administração dos dois clubes, e pelo trabalho sólido das equipes de Segurança Pública.
- Vencemos juntos o desafio de ordenar o entorno do estádio e agora vamos adiante. Ficamos muito felizes com a anuência de todos os presentes. Sabemos que não podemos, ainda, misturar todo mundo de uma vez só, mas este é um passo simbólico para construirmos uma cultura de paz nos estádios cearenses - disse Edvando França.
- Estamos caminhando para um nível de convivência entre as duas torcidas jamais visto no nosso Estado. Queremos apagar essa imagem de que o estádio é um local perigoso e oferecer um ambiente familiar e seguro para todos que queiram se divertir. Por isso, temos que planejar bem esse momento e ter a maturidade de separar acontecimentos isolados - disse Robinson de Castro.
Já o dirigente do Fortaleza destaca a importância do esporte para promover bons exemplos para a sociedade.
- O futebol é algo bem maior do que ganhar jogos e a implantação de setores mistos representa isto, pois gera conscientização, um ambiente mais saudável e isto é qualidade de vida. Ganhar é consequência do bom trabalho. Estamos vivendo um momento ímpar, pois essa boa relação que existe hoje entre o Fortaleza e o Ceará não era vista há muito tempo e faz toda a diferença - comemora Marcelo Paz.
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