Ao todo, 23 barreiras sanitárias da SSPDS passam a valer em municípios do Ceará com novo decreto

Por Paulo Sergio 01/06/2020 - 12:03 hs

Em todo o Ceará, o total de 23 barreiras sanitárias sob responsabilidade da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) passam a funcionar por conta do novo decreto de isolamento social, medida de combate ao novo coronavírus. A informação foi confirmada pelo secretário da Pasta, André Costa. Segundo ele, o foco será nas cidades de Caucaia, Maracanaú, Camocim, Itarema, Acaraú, Sobral e Itapipoca, que agora possuem medidas mais rígidas nesta nova fase, além da própria Capital. 

"A gente continua com várias barreiras, só que agora passamos de sete, localizadas no entorno de Fortaleza, para 23 delas no Estado, mais precisamente nas sete cidades onde foi decretado o isolamento social rígido. Então é um volume bem maior de controle, além das barreiras volantes que são realizadas dentro dessas cidades", explicou o titular da pasta. Das sete mantidas na Capital anteriormente, quatro ainda terão continuidade nesse novo período. 

Até o momento, aponta o secretário, mais de 300 mil veículos e pessoas passaram por abordagem da Polícia nestas barreiras. Enquanto isso, o caráter de fiscalização deve permanecer, tanto nas antigas como nas mais recentes. "Para elas, vamos atuar da mesma forma como estávamos atuando em Fortaleza: fiscalização rígida do comércio e serviços, verificação das máscaras e a proibição de circulação de pessoas, salvas as exceções previstas no próprio decreto”.

O modo de operação das autoridades deve permanecer nesse período, estipulado para durar até o dia 8 de junho, e deve ser feito 24h por dia. André Costa confirma que os policiais devem continuar checando se os passageiros de veículos estão seguindo as recomendações para utilização de máscaras. Além disso, devem questionar o motivo pelo qual o deslocamento está sendo feito. Nos casos em que comprovação documental seja exigida para justificar a saída, o policial irá solicitar o documento para dar autorização para a viagem. 

Economia

Sobre o funcionamento de estabelecimentos estipulados também pelo novo decreto, que inicia a fase de transição na retomada da economia cearense, o secretário de segurança afirma que a fiscalização direta deve ser capitaneada por outros órgãos.

"Quem possui esses dados são órgãos de fiscalização e esse trabalho é feito por eles, como é o caso da Agefis (Agência de Fiscalização de Fortaleza) e dos órgãos de fiscalização ambiental ou do trabalho. Caso eles identifiquem irregularidades ligadas ao descumprimento do decreto, aí sim ocorre o trabalho de atuação da Segurança Pública”, pontua. 

DN