PDT encolhe no Ceará após janela partidária e perde força política para 2026
Saída de deputados federais e estaduais esvazia o partido no Estado; sigla tenta recomposição, mas perdas pesam no cenário eleitoral
A janela partidária de 2026 redesenhou o cenário político no Ceará e teve como um dos principais atingidos o Partido Democrático Trabalhista, que saiu do período com um expressivo esvaziamento de seus quadros, especialmente no campo parlamentar.
A principal perda se deu na bancada federal. O PDT cearense, que havia eleito cinco deputados em 2022, passou a contar com apenas um representante na Câmara dos Deputados: André Figueiredo. A redução drástica evidencia o impacto das mudanças partidárias sobre a estrutura da legenda no Estado.
Entre as saídas mais relevantes estão nomes de peso da política cearense. Os deputados federais Robério Monteiro, Idilvan Alencar e Leônidas Cristino migraram para o Partido Socialista Brasileiro, enquanto Mauro Filho seguiu para o União Brasil — ou mantém articulações fora do PDT.
O esvaziamento também atingiu a Assembleia Legislativa do Ceará. Deputados estaduais como Antônio Henrique, Cláudio Pinho e Queiroz Filho deixaram a legenda, além de Lucinildo Frota, que se filiou ao Partido Liberal.
Diante das perdas, o PDT buscou se reorganizar durante a própria janela partidária. Entre as movimentações, destacam-se a filiação de Chagas Vieira e a entrada da deputada Juliana Lucena.
Apesar das tentativas de recomposição, analistas avaliam que as novas adesões não compensam o peso eleitoral dos nomes que deixaram o partido. O resultado é um PDT menor, com redução de capilaridade política e desafios significativos para as eleições de 2026.
O cenário reflete não apenas a dinâmica da janela partidária, mas também as transformações internas e alianças em curso na política cearense, indicando uma disputa mais fragmentada e aberta nos próximos pleitos.


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